Publicidade

Jornal do Brasil

Família e Filhos, o Maior e Melhor Projeto de Vida

Educar filhos é uma tarefa árdua e cada vez mais difícil nos dias de hoje. Mas também é um dos mais importantes e instigantes processos de amadurecimento do ser humano. Que deixa de ser cuidado, para ser o cuidador. Infelizmente, essa fase fundamental a perpetuação de uma sociedade saudável, passou a ser o último passo do projeto de vida da mulher contemporânea.

A conquista da emancipação feminina, gerou o distanciamento da mulher da sua posição mais natural de esteio da família. Conquista essa, legítima, no tocante a independência financeira e o sucesso profissional. Reconheço no íntimo, a importância de todas as vitórias que o universo feminino alcançou, se não fosse isso talvez nem estivesse escrevendo esse artigo, mas o caminho tomado chegou num ponto onde os ideais de sucesso e felicidade se opõem ao conceito mais singelo de família.

A desvalorização do casamento, do lar e da maternidade pintam esse o quadro da nova mulher. Logo vem, a preparação para a carreira, que envolve a graduação,  pós-graduação, língua estrangeira, MBA e etc (isso tudo é muito bom). Investimento para o conforto pessoal, intelectual e profissional, e depois, quem sabe finalmente, é a hora de ter um filho. Maternidade com muita responsabilidade, mas não como uma etapa de realização pessoal.

Desse modo, quando essa mulher que se estabelece profissionalmente e resolve ser mãe, diante de todos os desafios que o mundo contemporâneo trouxe a formação das novas famílias, em conjunto com as alterações radicais na sua estrutura, principalmente, no que se refere à distribuição de tarefas para o homem, para a mulher e para os filhos, a relação afetiva e também a educação dos filhos, fica relegada  a segundo plano. Talvez, pelas agruras da rotina ou mesmo pela falta de preparo emocional. Cuidar do outro exige uma dose alta de altruísmo, algo que está fora de moda.

Alimenta-se esse conceito, inculcado pela mídia na cabeça das gerações pós-feminismo. Pode-se notar que as mulheres mostradas como bem sucedidas e poderosas são aquelas lindas e independentes no seu mundo, com belos carros e  figurinos da moda, coisas que a mulher comum almeja como num sonho impossível. E aquela que aparece como dona de casa comum, normalmente, está no papel de gata borralheira, louca, envolvida com os filhos e o marido.

Uma família com filhos é o maior e melhor projeto de vida do ser humano. Falo das mulheres e também dos homens. Não que isso determine a felicidade de alguém, caso saia desse padrão. Mas, quando se alcança essa fase na vida, mesmo antes ou depois do sucesso profissional e pessoal, é muito importante, os pais darem aos filhos a segurança do seu amor e não fazê-lo apenas para escrever mais uma página do livro das suas próprias realizações. A vida profissional dos pais, apesar de suas elevadas exigências, pode ser ajustada a uma vida particular equilibrada, dando real valor a família.

Os pais precisam transmitir aos filhos valores de respeito ao próximo, ética, cidadania, solidariedade, auto-estima, entre outros que, quando bem ensinados, serão base para o alicerce do caráter de indivíduos maduros, altruístas, flexíveis, resilientes. Adultos que enfrentam os problemas de modo saudável, abertos ao diálogo e às mudanças do mundo.

Os caminhos do nosso crescimento pessoal são tortuosos, deparamo-nos com muitas frustrações e adversidades, mas quando superamos as dificuldades, encontramos as alegrias e desenvolvemos a nossa autoconfiança. Não existem pais perfeitos, nem filhos perfeitos. Nessa relação, convive-se com muitos erros e muitos acertos. O importante é dar exemplos certos, coisa que só se consegue educando com o coração.

Antes de qualquer plano, minha família, marido e filhos têm prioridade de escolha. Estar com eles supera todas as dificuldades e limitações impostas pela vida.  São o meu maior e melhor projeto de vida…

 

 

Aline Cleo Rodrigues

Perfil no Facebook e Orkut

twitter.com/@alinecleo

Compartilhe:

Postado por alinecleo às 0:39 | 21 comentários | Comentar

Tags: , , , , ,

Disse Te Amo Hoje, Pai?

Sou de uma das primeiras gerações de filhos com pais separados. Nunca vivi sob o mesmo teto que meu pai. Lembro-me que na minha infância já não era um escândalo uma mulher ser separada ou desquitada. Mas havia também, um certo desconforto. Ou por parte das mães de algumas amigas que torciam o nariz, ou na escola, quando se fazia alguma atividade voltada ao assunto família.

Sofri com essa ausência. Porém, apesar da falta que meu pai fez no dia-a-dia do lar, a distância física não impediu que sempre devotasse grande admiração e amor por ele. Minha mãe também contribuiu com isso, pois jamais levantou uma palavra contrária sequer contra sua reputação. Muito pelo contrário, sempre me fez enxergar o lado mais nobre do seu caráter. Igualmente, nunca dispensou sua presença como pai na minha criação. Os dois tiveram uma postura irrepreensível. Isso foi fundamental.

Ao contrário do que é amplamente apregoado e glamourizado sobre a auto-suficiência feminina, no que diz respeito à relação familiar, o valor da presença constante e da participação ativa de um pai na vida dos seus filhos, é indispensável. Contudo, a imaturidade emocional do casal, eventualmente impede esse relacionamento. Crescem os filhos órfãos de pai vivo.

Também, o movimento feminista pecou quando por revanchismo, destituiu a figura masculina da sua posição mais que natural. O papel da paternidade do homem contemporâneo ficou relegado a participação de mero coadjuvante. Como seres humanos somos todos iguais, porém por gênero, somos dotados de habilidades naturais diferentes, que se complementam. Principalmente, no que concerne à formação sócio-afetiva de outros indivíduos.

Outro erro terrível, é compartilhar a falência da relação com os filhos. Fazendo-os  participar de momentos de discussão e até de violência. E após a separação, a disputa covarde sobre eles, inculcando nas suas mentes a mágoa e ressentimento pelo ex-parceiro. Infelizmente, essa atitude parte, na maioria das vezes, das mães que deveriam proteger ao invés de expor.

Hoje, muitas famílias têm crescido assim, com filhos e pais separados. A exceção de antes se tornou regra. Casamentos descartáveis, iguais aos copinhos plásticos utilizados para matar a sede na rua. Famílias montadas por fragmentos de relacionamentos que começam e terminam como uma chuva de verão. São como colchas de retalhos.

Acredito na instituição do casamento para toda vida. Outrossim, sei que muitas vezes o divórcio é a única saída. Mas, os filhos nunca devem ser envolvidos diretamente nessa quebra de aliança. Sempre é possível um final feliz.

Minha homenagem vai para todos os pais, mas principalmente para aquele que aprendi a amar, mesmo diante das adversidades que fizeram parte de todos esses anos. Meu pai é, além de tudo, um grande amigo. Te amo!

E você, aproveite o dia e diga o quanto você o ama também!

Aline Cleo Rodrigues

Perfil no Facebook e Orkut

twitter.com/@alinecleo

 

Compartilhe:

Postado por alinecleo às 0:35 | 6 comentários | Comentar

Tags: , , , , , , ,

Publicidade
Assine o RSS
Publicidade