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Jornal do Brasil

À Sua Saúde

Cura do câncer com coração em dia

O câncer é uma doença presente entre os homens desde os primórdios, de acordo com estudos arqueológicos em fósseis de até 8.000mil a.C. Em papiros datados de 1600 a.C os egípcios o descreviam, mas foi Hipócrates (460 e 370 a.C), na Grécia, quem primeiro batizou  a doença.  Desde sempre desafia cientistas e pesquisadores. Embora muito já se tenha evoluído no seu tratamento e no sucesso de cura, ainda mantém alto índice de letalidade.

Nos últimos anos diferentes pessoas públicas contraíram a doença e compartilharam seus processos de tratamento com a população. Dessa forma, todos puderam ter informações mais detalhadas sobre motivos, formas de tratamento, medicamentos empregados etc.

Um dos casos com maior cobertura de imprensa, que gerou debates com especialistas, matérias nos principais jornais, revistas e Tvs do país durante alguns anos, foi o do ex-vice-presidente da República José de Alencar. Outros que também tiveram e estão tendo destaque e acompanhamentos minuciosos são os do ex-presidente Lula, o da atual presidente Dilma Roussef, o do ator Reynaldo Gianecchini e os dos presidentes da Argentina, Cristina Kirchner e da Venezuela, Hugo Chávez.
Métodos como quimioterapia e radioterapia têm sido explicados regularmente e todos já se acostumaram com efeitos aparentes para os pacientes, como a queda de cabelos ou relatos de reações como náuseas ou vômitos. No entanto, pouco se diz sobre efeitos dos tratamentos sobre o coração.

Hoje sabemos que as complicações cardíacas decorrentes dos medicamentos ministrados na quimioterapia e na radioterapia, chamada de cardiotoxidade, atingem a até 10% dos pacientes oncológicos, com possibilidade de desenvolver problemas cardíacos até 30% maior do que a população geral. Relatórios publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a cada ano ocorrem mais de 10 milhões de novos casos de câncer no mundo, com tendência de que esse número ultrapasse os 20 milhões anuais em 2020.

Ou seja, é grande o risco de sobreviver ao câncer e descobrir que o coração ficou comprometido. Inclusive porque muitos dos que contraem o câncer já são portadores de doenças cardiovasculares, como hipertensão, além de sofrerem com tabagismo ou diabetes e terem idade avançada.

Por isso, é recomendável que o tratamento oncológico seja acompanhado por uma equipe da qual faça parte um cardiologista, que poderá colaborar no diagnóstico do quadro cardíaco. Com essa avaliação, em conjunto com o oncologista, serão definidos os medicamentos menos agressivos para o paciente dentro de uma vasta gama hoje existente.

Essa precaução pode evitar que a quimioterapia acarrete uma cardiomiopatia, doença que provoca o enfraquecimento do músculo do coração ou ainda taquicardias, arritmias e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Problemas que sem tratamento podem levar até ao óbito.

Portanto, como digo sempre: prevenção é o melhor conselho.

No mais, seguem aqui as dez orientações do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para prevenção da doença:

1. Pare de fumar! Esta é a regra mais importante para prevenir o câncer.

2. Uma alimentação saudável pode reduzir as chances de câncer em pelo menos 40%. Coma mais frutas, legumes, verduras, cereais e menos alimentos gordurosos, salgados e enlatados. Sua dieta deveria conter diariamente, pelo menos, cinco porções de frutas, verduras e legumes. Dê preferência às gorduras de origem vegetal como o azeite extra-virgem, óleo de soja e de girassol, entre outros, lembrando sempre que não devem ser expostas a altas temperaturas. Evite gorduras de origem animal (leite e derivados, carne de porco, carne vermelha, pele de frango  etc) e algumas gorduras vegetais como margarinas e gordura vegetal hidrogenada.

3. Evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Os homens não devem tomar mais do que dois drinques por dia. As mulheres devem se limitar a um drinque.

4. É aconselhável que homens, entre 50 e 70 anos, na oportunidade de uma consulta médica, orientem-se sobre a necessidade de investigação do câncer da próstata.  Os homens com histórico familiar de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos devem realizar consulta médica para investigação da doença a partir dos 45 anos.

5. Pratique atividades físicas moderadamente durante pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana.

6. As mulheres, com 40 anos ou mais, devem realizar o exame clínico das mamas anualmente. Além disto, toda mulher, entre 50 e 69 anos, deve fazer uma mamografia a cada dois anos. As mulheres com caso de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc, diagnosticados antes dos 50 anos), ou aquelas que tiverem câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia, a partir dos 35 anos de idade, anualmente.

7. As mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar o preventivo ginecológico periodicamente. Após dois exames com resultado normal com intervalo de um ano, o preventivo pode ser feito a cada três anos. Para os exames alterados, deve-se seguir as orientações médicas.

8. É recomendável que mulheres e homens com 50 anos ou mais realizem exame de sangue oculto nas fezes, a cada ano (preferencialmente), ou a cada dois anos.

9. Evite exposição prolongada ao sol, entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se você se expõe ao sol durante a jornada de trabalho, procure usar chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

10. Realize diariamente a higiene oral (escovação) e consulte o dentista regularmente.

 

Postado por flaviocure às 12:36

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2 Comentários

2 comentários

  • Dr. Parabéns pela ótima matéria.

    Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro – SOCERJ

    SOCERJ

    3 de janeiro de 2012 às 16:09

    • Muito obrigado pela leitura! Fico muito feliz que os membros da Socerj prestigiem o blog! Um abraço, Flávio

      flaviocure

      13 de janeiro de 2012 às 9:46

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